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A Importância dos Fluidos nos Sistemas Hidráulicos

Sendo um dos elementos mais importantes nos Sistemas Hidráulicos, o fluido tem características específicas que devem ser monitoradas visando um melhor rendimento e evitando problemas ao circuito.

Dentro do complexo de um circuito hidráulico o fluido é um dos elementos vitais, sendo qualquer tipo de área de atuação, industrial, móbil, construção e outros. Ele é o meio de transmissão de energia, um lubrificante, um vedador e um veículo de transferência de calor. Como normalmente os equipamentos hidráulicos são comuns em diversas utilizações, existe a justificação da busca pelo maior rendimento com o mínimo de manutenção.

Nesse conceito é necessário atentar a detalhes e características desse elemento que proporciona a todos os sistemas hidráulicos o funcionamento ideal. A escolha do fluido correto para o funcionamento do circuito é essencial e podemos dizer que a duas finalidades elementares do fluido hidráulico são:

  • Atuar como um meio de transmissão de energia;
  • Lubrificar as partes internas dos componentes;
  • Atuar como um meio trocador de calor;
  • Preencher a folga entre os componentes móveis. 

No tocante a capacidade de transmissão de potência, sendo o fluido líquido, a compressibilidade tem a abrangência de 0,5 a 2% a cada 70 bar (1015 psi). Dentro de um contexto pode-se dizer que o fluido hidráulico pode corresponder satisfatoriamente na transmissão de potência que a ele for fornecido.

Dentre os tipos de fluidos, o composto à base de petróleo é o mais comum. Contudo por se enquadrar na linha dos fluidos inflamáveis, habitualmente alguns aditivos são componentes que acrescidos para proporcionar outras características, são aditivos protetores do óleo e de superfícies que atuam proporcionando vantagens. Veja alguns tipos de aditivos:

  • Inibidores de Oxidação;
  • Aditivos Antiespumantes;
  • Inibidores de Corrosão;
  • Aditivos de extrema pressão ou antidesgaste.

Com a característica de ser inflamável dos óleos derivados do petróleo, existem outros tipos de fluidos que permitem a utilização perto de superfícies quentes ou de chama, alguns dos tipos são os fluidos:

  • Emulsão de óleo em água;
  • Emulsão de água em óleo;
  • Fluido de água-glicol;
  • Sintético.

VISCOSIDADE

A viscosidade dos fluidos vem do atrito interno, é a medida de resistência ao fluxo das moléculas de um líquido quando elas deslizam umas sobre as outras. É uma medida inversa a de fluidez, ou seja, quanto maior a viscosidade do fluido, mais resistência ele apresenta no sistema para o escoamento, mais difícil será a sua sucção através da bomba. Em contrapartida, com a diminuição da viscosidade existe o desgaste das superfícies em contato de modo mais acelerado, pois a lubrificação deficiente e os “picos” das superfícies que estarão em contato com maior frequência.

Com o aumento da temperatura, maior se torna a energia cinética média das moléculas e em consequência, menores se torna o intervalo de tempo médio durante o qual as moléculas passam umas nas proximidades das outras. Desse modo, as forças intermoleculares se tornam menos efetivas e a viscosidade diminui com o aumento da temperatura. Fica evidente que a variação da viscosidade do óleo ocorre principalmente decorrente da alteração de temperatura. É necessário ter o controle da temperatura de trabalho para que não haja decorrências no funcionamento do sistema hidráulico.

Índice de Viscosidade – É um número puro que indica como um fluido varia em viscosidade quanto a temperatura muda. Um fluido com um alto índice de viscosidade mudaria relativamente pouco com a temperatura. A maior parte dos sistemas hidráulicos industriais requer um fluido com um índice de viscosidade de 90 ou mais.

Classificação ISO de Viscosidade – É um sistema que se baseia na viscosidade cinemática (centistokes) a 40º C. Confira a tabela abaixo:

 

Não há como determinar uma hora exata para a o momento da troca do fluido hidráulico, sempre será necessário uma consulta ao indicado pelo fabricante do equipamento, máquina ou veículo. Entretanto procure nunca misturar marcas de óleo, cuidado ao realizar na troca, pois pode ocorrer a contaminação. Sempre que for realizada a troca é importante fazer a limpeza do reservatório para evitar partículas que possam contaminar o sistema.

Todos os fluidos hidráulicos contém certa quantidade de contaminantes. A necessidade do filtro, no entanto, não é dada a devida importância, pois o acréscimo deste componente particular não aumenta, de forma aparente, a ação da máquina. Entretanto mais de 75% das falhas em sistemas hidráulicos e de lubrificação são devidos ao excesso de contaminação.

Essa contaminação pode gerar diversos problemas como os citados abaixo:

  • Perda de Produção;
  • Custo de Reposição de Componentes;
  • Trocas constantes no fluido;
  • Custo no descarte do fluido;
  • Aumento geral dos custos de manutenção.

 

Fonte: Apostilas de Tecnologia Hidráulica Industrial Parker M2001-2 e Manual de Hidráulica Básica Albarus

postado em 14/11/2012


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